Visita de estudo pelo Alentejo – Quarto dia

Marvão – último dia da visita – pelo aluno Hugo Morais

Embora a  nossa jornada estivesse a decorrer da melhor forma, reinando sempre a boa disposição e camaradagem,  era tempo de regressar ao Seixal, não sem antes enfrentarmos os novos eventos ainda a cumprir .
Feito o check-out no hotel partimos em direção a Marvão com uma  primeira paragem  para  visitar as  ruinas da Cidade Romana de Amamaia.

AMMAIA
Importantes ruínas  de uma antiga cidade romana situada num vale,  em pleno Parque Natural da Serra de São Mamede, junto ao Rio Sever,  ocupando uma área de 25 hectares englobando a Quinta do Deão e a Tapada da Aramenha,  tendo sido uma das mais importantes cidades da antiga Lusitânia e importante centro administrativo
Uma vez confirmada a sua localização logo despertou o interesse dos arqueólogos, e embora estando classificada como monumento nacional desde 1949, só em finais dos anos 90 surgiu a ideia de criar uma Fundação legalizada em 1997,  com a missão de salvaguardar e preservar as suas ruínas, embora os primeiros trabalhos arqueológicos de carácter científico se tenham iniciado em 1994,
Estas e muitas outras informações foram-nos transmitidas pelo responsável do projeto em curso, à volta de uma maquete construída com base num levantamento  geofísico, que veio a possibilitar  reconstituir a planta da cidade dotada de um traçado regular organizado ao longo de dois eixos perpendiculares.
Iniciámos seguidamente a visita ao museu onde se encontram expostos os achados mais relevantes decorrentes das escavações destacando-se moedas, epígrafes, cerâmica fina de mesa,  e outra  comum,  vidros,  fragmentos de braceletes e lucernas.  divididos por diversos temas: Epigrafia, O Quotidiano Ammaiense, Atividades Económicas e Arquitetura.
Seguidamente efetuámos  um pequeno trajeto que nos conduziu à Porta Sul,  que terá sido uma das portas mais importantes da cidade, ladeada por duas estruturas circulares, que fariam parte de  duas torres.  que estavam ligadas a um arco monumental e que integraria a muralha romana, o qual no século XVIII foi levado para Castelo de Vide e destruído posteriormente.
De regresso ao museu foi ali dada por terminada a visita a este polo arqueológico  ainda pouco explorado mas onde continuam a ser feitas escavações e intervenções arqueológicas.

MARVÃO
O almoço decorreu na Portagem  localidade muito próxima  de Marvão,  em ambiente de extraordinário convívio, que contou com a presença dum represente  da autarquia que nos acompanhou durante a visita a esta vila raiana, conquistada aos muçulmanos por D. Afonso Henriques, cujo castelo teve grande importância nas guerras com os castelhanos
Ali eramos esperados por quatro elementos da Universidade Sénior de Marvão, usando trajes do século XV,  que atuando como guias partilharam de forma enriquecedora as suas vivências culturais, a quem agradecemos toda a disponibilidade e simpatia com que nos presentearam.
No regresso a casa foi tempo de manifestarmos ao nosso Professor Alberto Jacob e delegados de turma o agradecimento por todo o trabalho e dedicação desenvolvidos no planeamento  e acompanhamento  desta visita de final do ano,  de que resultou um enriquecimento dos nossos conhecimentos e uma saudável confraternização  entre os participantes., reforçando as  relações de amizade constituídas ao longo do ano.

Ler Também  relato do primeiro, segundo e terceiro dia da visita.

NOTA: Os termos sublinhados direcionam para textos desenvolvendo os respetivos temas

Cidade Romana Ammaia

Portagem e Marvão

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