Portalegre – segundo de quatro dias-pelo aluno Hugo Morais
O dia iniciou-se com partida em direção a Ribeira de Niza agendada para as oito horas e quarenta e cinco, após o pequeno almoço, horário cumprido com pontualidade pelos participantes.
O Centro Museológico da Arte Cesteira da Ribeira de Nisa foi o nosso destino. É gerido pela Câmara Municipal de Portalegre, em articulação com a União das Freguesia de Ribeira de Nisa e Carreiras. Após a explanação que nos foi dirigida iniciámos a visita à exposição idealizada sob o tema “Do Castanheiro ao Canastro” representativa da arte cesteira, uma das tradições mais emblemáticas da região ligada à paisagem local constituída por castanheiros, de cuja madeira rachada , os canastreiros, como eram conhecidos os artesãos, se serviam para a produção de cestaria, que se espalhou pelo país e estrangeiro.
Seguiu-se a visita às instalações da empresa Terra Alegre Lacticínios do Grupo Jerónimo Martins, uma moderna unidade industrial onde impera a automatização de procedimentos e onde são produzidos lacticínios (leite, manteiga e natas) segundo elevados padrões de qualidade e segurança alimentar, e seguindo as melhores práticas ambientais e de bem-estar animal.
Após o almoço tivemos a oportunidade de conhecer o Museu Municipal de Portalegre e o Museu da Tapeçaria de PortalegreGuy Fino.
O primeiro dispõe de um riquíssimo espólio constituído por peças de arte sacra, mobiliário, pintura, faiança e algumas coleções temáticas.
Quanto ao segundo, inteiramente dedicado à preservação, estudo e exposição das mundialmente famosasTapeçarias de Portalegre, foi inaugurado em 2001 pela Câmara Municipal. Homenageia Guy Fino, o grande impulsionador da manufatura local que elevou esta arte ao panorama internacional, sendo suporte de expressão para grandes mestres das artes plásticas, como Almada Negreiros, Vieira da Silva, Júlio Pomar, Eduardo Nery ou Le Corbusier .
Dividido em vários espaços, iniciamos a visita no r/chão onde nos foi demostrado o processo de manufatura e funcionamento dos teares e apresentado o famoso “Ponto de Portalegre” — um ponto de nó inventado por Manuel do Carmo Peixeiro que permitiu transpor pinturas para a lã com precisão e expressividade artística inigualáveis. Já no piso superior estão reunidas as tapeçarias propriamente ditas.
A boa disposição imperava mas eram horas de regressar ao hotel e gozar um merecido descanso que nos viria a garantir encarar com entusiasmo o programa planeado para o dia seguinte.
LER TAMBÉM relato relativo ao primeiro, terceiro e quarto dia
NOTA: Os termos sublinhados direcionam para textos desenvolvendo os respetivos temas









































