Caldas da Rainha e Salinas Rio Maior

Visita a Caldas da Rainha

Pouco passava das 10 horas quando no dia 11 de dezembro numa visita de estudo da turma  Tudo é Economia e Economia do Mar, organizada pelo seu Professor Alberto Jacob  com a colaboração dos delegados de turma  (o qual após a já tradicional paragem nas trouxas da Malveira nos transmitiu vários dados sobre as visitas que iriamos efetuar), deixavam o autocarro que os conduziu às Caldas da Rainha, dirigindo-se de imediato às instalações da Câmara Municipal onde foram recebidos pela Vereadora D. Conceição Henriques, detentora de diversos pelouros, e também  ligada à Universidade Sénior das Caldas, que desde logo nos esclareceu que embora não detendo uma maioria absoluta, o executivo camarário  é de índole independente, constituído por sete elementos, dos quais três independentes, onde se inclui o Presidente, Vice Presidente e ela própria. Após fazer a sua apresentação foi a vez do n/ professor se dar a conhecer e à  turma visitante, facultando nomeadamente alguns dados referentes à Unisseixal

Seguidamente a  Senhora Vereadora iniciou a sua alocução centrada no historial da cidade ,desde os seus primórdios  e seu progressivo crescimento até aos dias de hoje, sempre em conotação com o desenvolvimento económico, pois como bem sabemos, tudo é economia, e como tal  presente em todas as fases de evolução das sociedades. Nesta perspetiva  transmitiu-nos que o seu surgimento está intimamente ligado aos  recursos hidro-termais existentes   que despertaram o interesse da Rainha D. Leonor casada com D. João II, que ao  passar na zona viu como se banhavam em águas de odor intenso  várias pessoas do povo que a informaram que o faziam por as mesmas terem propriedades curativas, o que a rainha experimentou, resultando na cura de males que padecia, pelo que ali mandou construir um pequeno povoado e um hospital, mais tarde ampliado, que por sua vez levou ao desenvolvimento da industria emblemática da cidade, a de cerâmica, pois á época as peças em argila eram  parte essencial do seu equipamento.

Com o decorrer dos anos surgiram várias fábricas de cerâmica, e com o desenvolvimento das artes plásticas na região  destacaram-se os nomes da pioneira Maria dos Cacos, José Malhoa, Columbano Bordalo Pinheiro, Manuel Mafra, João Fragoso e a criação dos museus da Cerâmica, José Malhoa, Museu do Hospital, onde se localiza a piscina onde D. Leonor se banhava.

Assim chegámos ao momento de visitar outro ex-libris da cidade: o tradicional mercado ao ar livre que se realiza de segunda a sexta feira na Praça da República onde se pode encontrar entre outros frutas, legumes, doçaria, frutos secos, ou flores, muito apreciado pelos colegas que logo ali começaram a adquirir as tradicionais cavacas e outros produtos.

Após o almoço, em regime buffet,  dirigimo-nos a Rio Maior a fim de visitar as suas salinas e os presépios que nesta época natalícia ali são montados, onde nos esperava a técnica do turismo Charca,(Sara em português), de origem checa e há 21anos a residir no nosso pais,  que com boa  disposição nos fez seguir de forma atenta as informações que nos transmitiu sobre como se formaram as salinas, a sua forma de funcionamento, (divididas em talhos hoje com 85% dos proprietários associados em cooperativa), os componentes do sal produzido, isento de iodo,  e do seu principal mercado : a exportação sendo a Alemanha o maior importador.

Era tempo do regresso e já em viagem o Prof Jacob relembrou o apelo lançado na última aula à causa da instituição “Colmeia Vigilante” representada pela nossa colega Amélia e anunciou que esta iria colocar à disposição daqueles que com a instituição se quisessem solidarizar com uma pequena importância, alguns mimos e rifas, com grande adesão de todos. E assim chegámos ao Seixal deixando o nosso agradecimento àqueles que nos proporcionaram os bons momentos vividos e formulando votos de uma ótima época festiva a todos e respetivas famílias.

HM

Fotos partilhadas pelos alunos: Arlindo, Ausenda, Céu, Dorina, Etelvina, Isabel Luz, Romão e Sebastiana

Caldas da Rainha - Receção na Câmara e visita à cidade

Caldas da Rainha - Mercado, museu José Malhoa e piscina

Caldas da Rainha - Almoço, salinas e presépios de Rio Maior

Visita de estudo na região de Alcobaça

Conhecer a cidade de Alcobaça

A 21 de junho, Já com as aulas terminadas, a turma de Tudo é Economia e Economia do Mar, liderada pelo seu professor Alberto Jacob com a colaboração dos seus delegados, efetuou a sua última visita de estudo no ano letivo de 23/24, desta vez na zona de Alcobaça

Ali começamos por visitar o Museu do Vinho de Alcobaça localizado na antiga Adega do Olival Fechado, criada em 1874 por José Eduardo Raposo de Magalhães que reúne atualmente um importante acervo de peças de grande valor histórico e patrimonial na ordem dos 10.000 exemplares, tornando-se assim na maior coleção vitivinícola nacional, albergando o património da Junta Nacional do Vinho, atualmente Instituto do Vinho e da Vinha.
Antes da visita propriamente dita tivemos a oportunidade de apreciar peças de cerâmica produzidas nos anos 1930/40/50 por diversos pintores locais que faziam parte de uma exposição temporária, das muitas que ali decorrem aproveitando-se também os seus espaços para a realização de congressos, festas, etc.
O percurso foi concluído na Adega, onde nos esperava a degustação de vasta gama de produtos regionais fornecidos pela Granja de Cister , por cujas instalações viríamos a passar e onde vários colegas adquiriram sumos, doces ou frutas produzidos na região.

Seguiu-se a visita á Lemos Figueiredo – Adega das Frutas de Alcobaça , empresa familiar com origem à volta 2014, que nasceu ocasionalmente no seguimento de uma reunião de família quando ao saborear a ginja caseira feita pelo patriarca, Sr. Salomão, a ideia foi lançada, tendo aquele a partir daí ganho o gosto de fazer experiências diversas que levaram depois da produção da ginja à de vermutes e de gin a partir da destilação do sumo rico das maçãs de Alcobaça.

Recebidos pelo Sr Salomão, este explicou-nos como tem evoluído a empresa bem como o processo de preparação. da ginjinha e do gin, não deixando de referir a elevada carga fiscal que os produtos sofrem ao sair do entreposto.
Após o almoço foi a altura de nos deslocarmos à Farpedra – Exploração de Pedreiras, Lda , também ela uma empresa familiar- família Farto Henriques , onde nos esperavam o seu gerente Dr. Herder e o Diretor Sr. Rui Pedro.
Como o nome indica esta firma que emprega cerca de 50 pessoas das quais apenas quatro laboram nas instalações fabris, dedica-se desde há mais de 50 anos à extração e comercialização de pedra natural (calcários ) de que se destacam os Moleanos Gascone Blue e Beije, bem como os Altaíja Azul, Creme e Moca Creme, em diversas pedreiras no Maciço Calcário Estremenho, hoje em dia em três pedreiras, das quais a de Moleanos já atinge uma profundidade de 80 metros com uma extração anual na ordem dos 12.000 metros cúbicos, cujos espécimes exporta para todo o mundo, sendo a China o seu principal mercado.

Seguiu-se a visita à pedreira de Moleanos, localizada a curta distancia, onde nos foi transmitida informação diversa relacionada com o processo de extração propriamente dito, que foi seguido com a maior atenção e agrado pelos colegas participantes.
Era tempo de regressar ao Seixal, tendo o professor Jacob aproveitado a viagem para nos transmitir algumas ideias referentes ao funcionamento da disciplina no ano letivo que já se aproxima, e pelos colegas para lhe transmitir o seu agradecimento por todo o seu trabalho e empenho na organização destas visitas que nos proporcionaram um amplo conhecimento nas áreas abrangidas.

H.M.

Museu do Vinho de Alcobaça

Lemos Figueiredo - Alcobaça

Farpedra - Moleanos - Alcobaça

Visita de Estudo na Região Aveiro

Nos dias oito, nove e dez de maio a turma de Tudo é Economia e  Economia do Mar da Unisseixal efetuou uma visita de estudo à região de Aveiro com o objetivo definido de conhecer três empresas da região: a Flatlantic (antiga Pescanova) que se dedica à produção de pregado e linguado, a Vista Alegre-fábrica de porcelanas, e a Algaplus-criação de algas. Completava o programa duas outras visitas: o Museu Marítimo e ao Navio Museu Santo André.

Assim bem cedo, quarenta e quatro interessados participantes entre alunos e acompanhantes que como pequeno-almoço tiveram a oportunidade de se deliciar com as trouxas da Malveira, partiram com destino à Praia de Mira. onde éramos esperados nas instalações da Flatantic e onde acompanhámos todo o processo de criação do pescado em tanques, abastecidos por águas do oceano, situado a poucos quilómetros de distância, e em cujo refeitório almoçámos.

Nessa tarde após fazermos o check-in num hotel de Aveiro que nos acolheu por duas noites, fomos recebidos pelo vereador da Câmara de Aveiro Sr. João Machado que dissertou sobre as iniciativas já levadas a cabo pelo executivo nos mandatos anterior e  atual e sobre os empreendimentos em que estão empenhados  nomeadamente em colaboração com a Universidade de Aveiro

O dia seguinte depois de uma rápida passagem pelo Farol da Barra – Gafanha Nazaré foi preenchido pela visita àVista Alegre, que está a comemorar 200 anos de existência, onde visitámos o Museu, Sala de Pintura,  Capela de Nossa Senhora da Penha de França e o Bairro Operário, ainda habitado por funcionários mas que a pouco e pouco se irá transformando em instalações hoteleiras já que presentemente as habitações não serão transmitidas à geração seguinte.

Após o almoço, também nas instalações daquela empresa, foi altura de nos dirigirmos ao Museu Marítimo, dedicado à pesca do bacalhau, onde não nos foi possível visitar o aquário habitado pela espécie, encerrado desde outubro de 2023 por  necessitar de um melhoramento estrutural do suporte de vida dos bacalhaus, dado  contaminação ocorrida, e o Navio Museu Santo André. Após o jantar num restaurante da cidade, alguns dos colegas presentearam-nos com aquilo que tão bem fazem – cantar.

A hora do regresso aproximava-se e embora alguns de nós já sentíssemos algum cansaço mas não menor entusiasmo, a manhã do terceiro dia foi direcionada  para atividades lúdicas como a visita a vários pontos da cidade e compra das famosas doçarias, não tendo faltado um passeio na ria num dos típicos moliceiros completado por um circuito em tuk tuk passando por zonas emblemáticas da cidade e proporcionando o avistamento do Navio Escola Sagres que ali atracara na véspera.

Mas ainda faltava irmos conhecer a Algaplus em Ílhavo, empreendimento resultante do sonho de alguns biólogos, que se dedica desde 2012 ao cultivo de microalgas marinhas autóctones da costa do Atlântico (de  que já tínhamos visualizado uma reportagem filmada em aula), num sistema em terra inovador, natural  e com certificação biológica, cuja produção tivemos  a oportunidade de acompanhar e também provar algumas espécies ali criadas.

E assim regressámos ao Seixal depois de uma paragem na Nazaré para retemperar as  forças e permitir o descanso obrigatório do nosso motorista Sr Paulo que com profissionalismo e simpatia nos conduziu nesta “aventura”

Mas tudo isto só foi possível pelo empenho e dedicação  do n/ Professor Alberto Jacob, que contou com a colaboração dos colegas delegados de turma José Romão, que por motivos imperiosos não nos pode acompanhar, e da Lúcia que também deu uma mãozinha, juntando-me a todos os colegas nos comentários deixados no grupo WhatsApp da turma,  expressando-lhe também o meu agradecimento , e enaltecendo a sua disponibilidade, para nos acompanhar sempre de perto, não descurando qualquer pormenor durante toda a estadia, e a quem tentámos  corresponder com aquilo que sempre valorizou: pontualidade no cumprimento dos horários. A sua antecipada divisão dos participantes em Grupo 1 e Grupo 2 , já que o seu elevado número não permitiria  que as diversas atividades fossem feitas em conjunto,  muito contribuiu para o sucesso desta jornada,  lembrada nas quadras elaboradas pela colega Ausenda, no regresso ao Seixal,  onde aludia que  1 + 2 são 44.

HM

Por Aveiro - fotos partilhadas pelos participantes

Visitas- Fotos partilhadas pelos participantes

Vista Alegre – Ilhavo

200 anos-Presente e Futuro da Vista Alegre

Visita de estudo efetuada pela Turma Tudo é Economia, Economia do Mar da Unisseixal-Prof. Aberto Jacob 

A Vista Alegre é uma marca portuguesa mundialmente conhecida e prestigiada pelas suas louças e porcelanas finas, sendo não só a primeira fábrica de porcelana de Portugal, mas a mais antiga da Península Ibérica. Fundada em 1824 por José Ferreira Pinto Basto que na época já demonstrava preocupação em adotar políticas sociais que proporcionassem aos trabalhadores melhores condições de vida, criou um complexo que incluía um teatro, escola, bairro operário e a Capela de Nossa Senhora da Penha de França, padroeira da Vista Alegre, política à qual a atual administração a cargo de Nuno Terras Marques, presidente executivo do Grupo Visabeira, também não é alheia.

Reconhecida mundialmente pela qualidade dos seus produtos, possui seis unidades fabris (porcelanas em Ílhavo, três de grés em Satão e zona de Aveiro, faiança nas Caldas da Rainha-Bordalo Pinheiro, cristal e vidro em Coz-Alcobaça – Atlantis) e diversas lojas espalhadas pelo país. A Fábrica e Museu localiza-se perto de Ílhavo/Aveiro, região rica em combustíveis, barro, areias brancas e finas e seixos cristalizados, elementos fundamentais para o fabrico de vidros e porcelanas, produzindo cerca de 10 milhões de peças por ano, entre porcelana decorativa e doméstica

Em maio de 2001, deu-se a fusão da Vista Alegre com o grupo Atlantis, formando o maior grupo nacional de utensílios de mesa e o sexto maior do mundo no sector: o Grupo Vista Alegre Atlantis. Passou por grave crise em 2009, com resultados líquidos acumulados de cerca de sessenta milhões de euros nos últimos anos, levando à entrada do Grupo Visabeira  que lançou uma OPA à Vista Alegre e adquiriu o controlo total da marca  iniciando o processo de recuperação da empresa, invertendo em 2021 as perdas que vinha sofrendo, e reduzido nos últimos quatro anos a dívida líquida em trinta milhões de euros Contando com 2500 trabalhadores faz uma faturação de 130 milhões de euros por ano, tendo em 2023 apresentado um lucro de sete milhões de euros.

A sua atual estratégia passa por investimentos que conduzam a uma melhor eficiência energética e consequente diminuição da sua pegada de carbono, tanto mais que os custos com energia têm aumentado muito com a crise energética dos últimos anos que obrigou ao recurso de apoios do estado, passando a alimentação dos fornos feita a gás, a usar também o hidrogénio. Nos últimos dez anos sofreu grandes modificações apostando no segmento de luxo, não deixando, contudo, de ter uma marca branca, e embora com menores vendas (queda de 9% no volume de negócios) tem obtido melhores resultados (cerca de 20%). Pretendem também alargar os seus produtos a outras áreas como a cutelaria, iluminação, têxtil, mobiliário e hotelaria, sempre na procura da inovação e maior qualidade de forma a reforçar a marca nomeadamente a nível internacional, tendo exportado em 2023 setenta por cento da sua produção com colocação das suas duas principais marcas, Vista Alegre e Bordalo em mercados da Europa, Brasil, México, Estados Unidos que preveem estender a asiáticos como Japão e Singapura

Ao entrar no Museu inaugurado em 1964 é possível ver um dos seus primeiros fornos (dos dois que ali estão expostos) onde a cozedura durava sete dias , processo que atualmente é de sete horas. Ali além da evolução das peças, inicialmente em vidro e louça de pó de pedra (as porcelanas vieram depois, em 1832), é possível ver o espólio da sua produção ao longo dos anos, como peças históricas, algumas da monarquia, diversas coleções e até um dos carro de bombeiros mais antigos do país que pertenceu ao seu corpo privativo. Uma das partes mais interessantes desta visita é o ateliê, onde podemos ver artistas pintando e finalizando as peças.

(Dados recolhidos da entrevista do presidente da Visabeira ao programa "Tudo é Economia-RTP 3" e por consulta ao site da empresa)

História da Vista Alegre

Museu da Vista Alegre – Ilhavo

Cervejaria da Vialonga

Sociedade Central de Cervejas

A turma de Tudo é Economia e Economia do Mar da Unisseixal lecionada pelo Professor Alberto Jacob, efetuou com a colaboração dos delegados de turma, uma visita de estudo à Sociedade Central de Cervejas e Bebidas, S.A., Cervejaria da Vialonga, inaugurada em 1968 e com uma capacidade de produção de 380 milhões de litros por ano.

Na  RECEÇÃO   após sermos alertados das normas de segurança a observar, fomos recebidos pela D. Paula Portugal, responsável por diversos departamentos, que nos acompanhou durante a visita explicando de forma descontraída todo o processo de produção desde a chegada da cevada à  saída do produto em garrafas, barris e latas.

Foi-nos dado a conhecer que a instalação da primeira fábrica de cervejas em Portugal, a Real Fábrica de Cerveja e Genebra, data de 1800, enquanto é de 1934 a constituição da SCC , com o objetivo de comercializar as cervejas produzidas pelas antigas Companhia Produtora de Malte e Cerveja Portugália, Companhia de Cervejas Estrela, Companhia de Cervejas Coimbra e Companhia da Fábrica de Cerveja Jansen.

O Grupo SCC foi adquirido, em Abril de 2008, A 100% pela  HEINEKEN,  grupo cervejeiro líder europeu, e tem como objetivo social a produção comercio e distribuição de cervejas, sidras, aguas e refrigerantes

São 12 as suas marcas de cerveja:  Sagres, Sagres 00, Heineken, Heineken 00, Trindade, Cergal, Boehemia, Guinness, Lagunitas, Desesperados (cerveja com tequila) Birra Moretti e  Sol

A Bandida é a sua marca de sidra; Luso, Luso Gás (engarrafamento em Vacariça), Castelo (engarrafamento em Moura ) e Cruzeiro as de águas;  Luso Fruta e Roal Club as de refrigerantes.

O consumo per capita de cerveja em Portugal em 2000 chegou aos 65 litros diminuindo partir dai por fatores diversos entre os quais a recente pandemia, que levou os trabalhadores do backoffice a laborarem em regime de teletrabalho

Atualmente a produção de cerveja é na ordem dos dois milhões de litros por dia.

São quatro os elementos fundamentais para se produzir cerveja: água, cereais, lúpulo e fermento. sendo o malte de cevada o principal ingrediente. O açúcar, em pequenas proporções, também pode ser utilizado.

A cevada, utilizada na produção de malte é adquirida em Portugal ou importada de França e Reino Unido e é armazenada em silos com uma capacidade de 700 toneladas.

Juntou-se à n/ anfitriã o Sr. Paulo funcionário antigo da empresa e  responsável pela ÁREA DE MALTERIA –  (1) a qual tem uma capacidade de armazenagem de 20.000 toneladas entre cevada e malte e dela fazem parte sete áreas:  zona de descarga ,   silos de cevada,   sala de micromaltagem,   molha,    germinaçãosecagem, e  silos de malte . sobre as quais, ambos, foram-nos elucidando sobre os sucessivos processos de laboração.

Como curiosidade O S.r. Paulo, explicou-nos o porquê das unhas dos seus dedos polegares se encontrarem pintadas com gel, facto que se deve à necessidade de as ter grandes e fortes  para efetuar o seu trabalho, conforme nos demonstrou, tornando-as assim mais resistentes e evitando partirem-se frequentemente

A nossa visita prosseguiu pela área da  CERVEJEIRA (2) -  que  engloba as zonas de hall de entrada, moagem.   sala de brasagem, laboratórios, sala de provas, fermentação, sala de leveduras, guarda e filtração

Seguiu-se-lhe a  LINHA DE ENCHIMENTO (3) -  onde são realizadas de forma automática as operações de lavagem e inspeção da embalagens,  enchimento e pasteurização da cerveja nas secções de    enchimento da cerveja, embalamento, armazém produto acabado e cais de saída

No MUSEU (4) - ficámos a conhecer a história da empresa e das suas marcas . Confinante ao Museu fomos introduzidos na SALA DE VISITAS, onde como o nome indica são recebidos todos os visitantes e onde tivemos a oportunidade de saborear uma das bebidas ali produzidas.

E foi dessa forma que com o agrado de todos terminámos esta visita,  agradecendo ao  n/ professor ter-nos proporcionado a atividade desenvolvida

Hugo Morais

(Dados extraídos do site da Sociedade Central de Cervejas e Bebidas)

Partilhado por José Romão

Partilhado por Amélia Vila Verde

Visita à Herdade da Gâmbia

Realizou-se no passado dia 4 de Maio mais uma visita de estudo no âmbito dos Estudos de Economia, integrado na disciplina Temas de Economia e Economia do Mar, ministrada pelo Professor Luís Lapa na Universidade Sénior do Seixal.

Saindo o autocarro às 8:30 horas, fomos em direção a Setúbal, onde desviámos para o estuário do Sado já a caminho de Alcácer do Sal, onde chegámos pelas 9:30 horas.

A visita teve início na exploração de aquicultura Neptune Pearl tendo o grupo sido recebido pela Eng. Célia Rodrigues. Na impossibilidade de nos deslocarmos de autocarro até à exploração, por causa das árvores que ladeiam o caminho, encontrou-se uma alternativa que foi a deslocação a uma exploração de outra entidade, também no estuário do rio Sado, onde a Eng. Célia nos explicou o processo de produção de douradas, robalos e solhas, tendo depois a explicação incidido essencialmente nas questões relacionadas com a criação de ostras e suas diversas espécies. Após a explicação exaustiva e muito interessante, foi-nos dado um workshop sobre a forma segura de abertura das ostras. Pena que não tenha havido uma prova geral!

Estando já na Herdade da Gâmbia, fomos recebidos pelo Eng. Francisco Moniz Borba, que fez uma apresentação da Herdade e dos cuidados de sustentabilidade que norteiam a produção das diversas espécies ali plantadas (sobreiro, pinheiro-bravo e pinheiro manso para além da vinha). Foi-nos também explicado que tendo o pinheiro-bravo sido em tempos atacado por nematódeo, foi decidido a sua substituição por pinheiro manso, imune ao verme. Seguiu-se um passeio a pé até ao montado, para nos apercebermos melhor sobre a extração da cortiça e os cuidados a ter para que haja sempre árvores novas em crescimento, para a substituição das mais antigas que vão morrendo.

Deslocámo-nos então para a zona de Vendas Novas onde almoçámos.

Após o excelente almoço, foi tempo de visitar a empresa Corkart, onde fomos recebidos por Ana Martins, Gestora de Marketing e outro colega da área comercial. Aqui fomos esclarecidos sobre o processo de transformação da cortiça. Foi-nos também proporcionada uma visita à fábrica, o que nos permitiu um contacto próximo com as várias fases de fabricação, desde a matéria-prima até ao produto final, de revestimentos e pavimentos.

Após esta última visita foi tempo de regressar a casa, tendo o autocarro chegado ao destino pelas 18:00 horas.

José Romão

Visita à Escola Naval

Base Naval do Alfeite

No dia 20 de abril de 2022, os alunos da turma de Temas de Economia e Economia do Mar, realizaram uma visita de estudo à Escola Naval do AlfeiteBase Naval de Lisboa, com o seu prof. Luís Lapa.

A procura por novos rendimentos obrigou os portugueses a enfrentar tempestades e monstros fabulosos, mas acima de tudo, o desconhecido, tendo permitido alargar o conhecimento dos homens, levando a humanidade para uma nova época – a dos Descobrimentos e do Renascimento.

Uma instituição com mais de 200 anos, pertencente a uma organização com quase quatro séculos de história, naturalmente que possui vários símbolos e tradições de toda a ordem, que marcam todos aqueles a que a ela pertencem ou já pertenceram.

À nossa espera estava o tenente Gonçalves Neves, professor de História na Escola Naval, que nos acompanhou durante toda a visita.

A visita teve várias partes: a primeira, foi aberta pelo Comandante da Escola Naval, o Contra-Almirante, Valentim Rodrigues, que explicou qual a importância da escola, sendo sobretudo, uma escola de mar, de valores e de tradições, ancorada no seu legado histórico e cultural e no vasto conhecimento acumulado, com os olhos postos no futuro, aberta à sociedade e acompanhando as suas transformações, procurando a modernidade e a inovação, e praticando um ensino rigoroso e exigente, fazendo jus ao lema que adotou do Infante, seu patrono. Depois o prof. Luís Lapa, fez uma breve introdução sobre as atividades e as funções da Unisseixal, na sociedade.

A segunda parte foi apresentada pelo tenente Gonçalves Neves que constou de uma breve introdução, seguido com um pequeno filme “A um Passo do Futuro”, que foca um dia dos alunos na escola.

O tenente Gonçalves Neves começou a sua apresentação focando quatro pontos:

- Introdução

- Ensino

- Investigação

- Sociedade civil

MISSÃO DA MARINHA

Desafios do mar:

Políticos, económicos, ambientais, culturais e securitários. ZEE (Zona Económica Exclusiva e corresponde à zona marítima que vai até 200 milhas da linha de costa e sobre a qual os respetivos Estados ribeirinhos possuem os direitos de exploração, conservação e administração de todos os seus recursos) – Autoridade, 1,7 milhões de Km2 – 19´ território, EPC – Soberania (A Transformação Digital na Marinha), 3,8 milhões Km2 - 42´ território e SAR – Busca e Salvamento, 5,8 milhões Km2 - 62´ território.

Funções:

Proteger e promover os interesses de Portugal no e através do Mar

- Dissuasão, defesa militar e apoio à política externa

- Segurança e autoridade do Estado

- Desenvolvimento económico, científico e cultural.

Missão: a formação dos oficiais da Marinha, mediante a realização de cursos e outras atividades complementares de ensino; promover a realização de investigação em áreas consideradas com interesse para a Marinha, as Forças Armadas ou a Defesa Nacional; assegurar a prestação de serviços à Marinha, às Forças Armadas e à comunidade em geral, através do desenvolvimento das suas atividades; promover o intercâmbio cultural, científico e técnico com instituições nacionais e estrangeiras, numa perspetiva de mútuo interesse e valorização.​

Visão: A Escola de Mar de referência em Portugal

História da Escola Naval

Simulador de Navegação

A seguir vimos assistimos à apresentação de um pequeno filme que retrata como os alunos passam o seu dia na Escola Naval.

Depois desta explicação e da apresentação do filme, alguns colegas colocaram algumas perguntas, ao qual o tenente Gonçalves Neves respondeu de forma clara e esclarecedora.

A terceira parte foi visitarmos o “Simulador de Navegação”, para assistirmos à explicação do tenente comandante Vacas de Carvalho, que fez uma simulação da entrada de um navio em Lisboa. Salientou o demonstrar a possibilidade da utilização do Simulador de Navegação como ferramenta na formação académica e profissional na Escola Naval, conferindo-lhes as competências necessárias ao cumprimento das missões da Marinha. Por forma a validar, sustentar e auxiliar na prossecução dos objetivos desta investigação; as linhas de ação e recomendações propostas permitem maximizar a utilização do Simulador de Navegação como complemento à formação académica dos alunos da Escola Naval, tendo em vista o desempenho de funções como Oficiais de Quarto à Ponte a bordo dos navios da esquadra.

Ainda passamos pela ala de todos os comandantes da Escola Naval e visitamos o ginásio e as camaratas.

Neste recinto os alunos, encontram-se de manhã, para a formatura, para o içar da bandeira, ao almoço para a formatura e desfile, à tarde para o arraiar da bandeira e à noite para a última formatura.

Fomos recebidos pelo tenente Gonçalves Neves e acompanhados na visita pelo mesmo, que é uma pessoa extraordinária e vocacionada para tal função, pois explicou a história da Escola Naval, com uma subtileza e empenho que não vamos esquecer tão cedo, tornando a visita tão agradável e apelativa; assim como ao tenente comandante Vacas de Carvalho e um agradecimento muito especial ao Comandante da Escola Naval, o contra-Almirante Valentim Rodrigues, que se disponibilizou para fazer uma breve introdução à importância do mar, à missão da Escola Naval e qual a sua finalidade e também ao encerramento da nossa visita.

Texto escrito e reportagem fotográfica da aluna da turma

Odette Pugliese

Visita ao Concelho de Cascais

A turma de Temas Económicos e Economia do Mar do Professor Luís Lapa, da Unisseixal, realizou no dia 9 de março de 2022, uma visita de estudo no âmbito da disciplina relacionada com o mar. Com três polos específicos, como destino, no concelho de Cascais, visitaríamos nomeadamente, o Museu do Mar, o Farol de Santa Marta e o Forte de São Jorge de Oitavos. Havia ainda uma visita programada à Casa de Santa Maria, junto ao Farol, só que, entretanto, entrou para obras e não pudemos concretizar esse objectivo.

Assim, para o efeito, às oito e meia da manhã, hora prevista para a partida, com um céu salpicado de nuvens, mas soalheiro, o autocarro, conduzido pelo senhor Chapa, saía da Amora rumo ao nosso destino, na margem norte do Tejo.

Pelo caminho, juntou-se o Professor Lapa e mais dois convidados seus e formámos assim um grupo de quarenta pessoas, onde se incluía também o Professor Alberto Jacob, responsável na Unisseixal pela disciplina Tudo é Economia.

Às dez horas já estávamos junto ao Parque Marechal Carmona. Fomos aqui recebidos por uma responsável do Museu do Mar e, ali mesmo, fomos divididos em dois grupos: uns foram encaminhados para o Farol e outros para o Museu de D. Carlos. Finda a visita ao museu que se prolongou por uma hora, houve uma troca de locais. Os alunos deste grupo dirigiram-se ao Farol e os do Farol foram visitar o museu.

Na visita guiada ao Museu do Mar fomos acompanhados pela prestimosa Dra. Eugénia Alves que, detalhadamente, percorreu os diversos espaços do museu. Na receção conta-nos a história do espaço que é ilustrada e complementada com fotos e vídeos ao dispor dos visitantes.

Depois passámos à sala da zona marinha onde tomámos conhecimento das várias espécies marinhas, com enfoque nos tubarões, um deles verdadeiro com cerca de um metro e que fora pescado pelo próprio Rei, também ele, como o pai D. Luís, um apaixonado pelo mar. Neste espaço encontramos ainda um osso gigante de um maxilar de uma baleia e ainda outras espécies marinhas como golfinhos, tartarugas, raias, atum e também várias espécies de aves, como o cagarro ou a tradicional gaivota, além de ser possível ouvir os sons que algumas destas espécies emitem para se expressar ou comunicar.

De seguida entramos no espaço dedicado às gentes do mar onde estão expostos os trajes, as redes e os artefactos da pesca. Depois a sala de navegação com os instrumentos associados e destaque para uma “carranca” exposta numa vitrine. Esta peça, proveniente de um naufrágio, encontrada nos achados do mar, era colocada na proa dos navios e não se sabe se representa um cão ou um lobo, mas, provavelmente, pertenceria a um navio pirata, tão estranha e ameaçadora é a figura representada. Neste piso terminamos numa sala onde se contam histórias de viagens importantes.

Subimos depois a uma espécie de corredor um pouco estreito onde, no conceito da origem da vida, encontramos vitrines com elementos fósseis, conchas, búzios, incrustações e outros diversos vestígios milenares.

Finda esta visita, somos levados para o Farol e aqui somos recebidos pela Dona Manuela Pereira. Funcionária da Câmara Municipal de Cascais que é a entidade que gere aquele edifício da Marinha, é com ela que é feita a apresentação do Farol de Santa Marta. E antes de subirmos os noventa degraus que nos levam ao topo do Farol, é possível ouvirmos a história desta estrutura e vermos, ali expostas, parte das lentes difusoras dos faróis, conhecer os seus alcances (até 70 km), assim como o tipo de luz que refletem e outros demais aspectos relacionados com a funcionalidade e evolução destes.

Sabemos que para efeitos de orientação e localização, na história dos faróis, tudo começa com fogueiras e depois os métodos foram evoluindo até aos processos que temos nos dias de hoje. Há ainda numa vitrine parte de um tipo de equipamento que se usava, no processo de preparação e depuração dos óleos que queimavam para as lamparinas, nos primeiros faróis.

Sabemos também que cada farol é diferente do outro ̶ como uma impressão digital ̶ assim como a luz que transmitem, a intermitência, a cor e até o sinal sonoro que emitem, em caso de nevoeiro.

A vista que se obtém do varandim no topo do Farol não está ao alcance de todos. A terceira idade não perdoa e alguns não têm coragem de subir até ele.

Dali veem-se os 360 graus do que a nossa vista alcança, mas o espaço estreito e pequeno restringe-se a um L que nos obriga a voltar para trás. A permanência que é curta (porque há gente à espera e só sobem seis pessoas de cada vez) só nos deixa tempo para umas fotos rápidas e nada mais.

A seguir encontramo-nos, os dois grupos, perto do autocarro estacionado junto ao parque, e estamos na hora do almoço. Aqui dispersamo-nos um pouco porque havia várias opções: uns optaram por fazerem piquenique com o farnel que levaram, outros pelos restaurantes ou por um snack rápido no café do Parque, ali mesmo.

Os que optaram pela zona de merendas do Parque, com os galos e galinhas que por ali proliferam a debicarem à sua volta, além de um lindo pavão, experienciaram não só o contacto direto e sempre recomendável com o verde do campo, mas também a relação bucólica com a Natureza envolvente que nos transmite o próprio Parque.

Neste ambiente de harmonia perfeita, sem as temidas ameaças de chuva, estenderam toalhas sobre as seis mesas existentes, expuseram os “géneros alimentícios”, os artefactos para comer e deliciaram-se (a custos reduzidos) com os seus “manjares”. Ao mesmo tempo construíram uma rara oportunidade de convívio e confraternização, neste contexto, o que foi muito divertido e agradável para todos, ainda com a possibilidade de partilharem a sandes ou o pastel, a fruta ou o pão com noz e passas. Muito bom.

“Merenda comida companhia desfeita”, acabámos o repasto todos juntos na esplanada do Parque a beber café.

A seguir dirigimo-nos ao autocarro para a visita da tarde, esta a cerca de quatro quilómetros dali, a caminho do Guincho. Do nosso lado esquerdo surgiu-nos então o Forte de São Jorge de Oitavos, com a bandeira portuguesa hasteada aos quatro ventos. Construído no século XVII serviu de prevenção a desembarques da armada espanhola com as embarcações que se dirigiam para entrar na barra do Tejo.

Nós, por outro lado, fomos recebidos pelas simpáticas funcionárias ali destacadas da CMC, Adelaide e Catarina, que tentaram explicar-nos, ao som das vagas alterosas vindas do mar ali ao lado, o funcionamento da bateria de quatro canhões instalados na esplanada do Forte.

Exemplificaram-nos os procedimentos de como se “armava”, um canhão e o tempo entre cada disparo (oito minutos). Estes eram municiados pela guarnição que era, em regra, composta por um cabo, três artilheiros e dezoito soldados.

Outro detalhe curioso que se destaca, ainda nesta zona da esplanada, é a existência de uma “latrina”, com descarga direta para o mar, em baixo.

Percorremos depois as instalações do pequeno Forte com destaque para o paiol, hoje uma sala onde se encontram, sobretudo, uniformes e artefactos de ataque e defesa.

Encontramos também um depósito de madeira, em forma de bidon, onde se guardava a pólvora. O pavimento é, em parte, ainda o original que é inclinado e cujo objectivo era o escoamento de eventuais águas. Em outras salas podem ver-se várias imagens explicativas cobrindo as paredes, como a sinalética praticada na época, além de outras curiosidades.

Nas despedidas, no exterior, tiraram-se as fotos da praxe e agradecemos às senhoras toda a disponibilidade demonstrada. Aliás, estes agradecimentos foram extensivos a todas as entidades que nos receberam nos respetivos locais, quer no museu, quer no Farol com a entrega das respetivas credenciais, necessárias para as visitas, fornecidas pela Unisseixal.

De regresso ao Seixal e como “bónus” do professor Lapa por não termos podido visitar a Casa de Santa Maria (e nos termos portado bem), pudemos dar um pequeno salto à Boca do Inferno. Ali chegados, fomos confrontados, no entanto, com o facto de estar interditado aos visitantes, vedado por um portão fechado com uma corrente presa a um cadeado, o acesso para a zona inferior junto ao mar.

Saídos dali a restante viagem foi rápida, porque não havia muito trânsito, e antes das cinco horas estávamos na Amora a descer do verde autocarro do Monchapa.

texto: Carlos Pereira (DT)

Museu do Mar

Visita de Estudo à região de Palmela

Como alunos da Unisseixal, agora em novas instalações, e no âmbito da disciplina de Temas Económicos e Economia do Mar da Universidade Sénior do Seixal, superiormente administrada pelo Professor Luís Lapa, fizemos hoje, 10 de Novembro de 2021, a nossa primeira aula no exterior, com saída para uma visita de estudo programada, ao Concelho de Palmela.

A comitiva, (muito jovem), composta por 30 elementos, incluindo alunos, amigos e professor, distribuídos por sete automóveis, encontrou-se como previsto no programa, elaborado pelo professor, pelas 09:00H na área de serviço de Pamela, na A2. O clima estava excelente de um verão de São Martinho, com sol e céu azul, portanto, óptimo para o que nos propúnhamos fazer.

No programa constava de que pelas 09:30H haveria uma Receção e acolhimento no edifício Casa Mãe da Rota de Vinhos, em Palmela, seguida de uma palestra de apresentação e caracterização do sector vinícola. Àquela hora, éramos recebidos, simpaticamente, pela responsável Fátima Silva, técnica de marketing daquela instituição.

A palestra proferida pelo Vereador da Câmara Municipal de Palmela Luís Miguel Calha, membro da Assembleia Geral da Rota dos Vinhos da Península de Setúbal, começou pouco depois, no piso superior do edifício, em local muito aprazível com mesas e cadeiras, mas pouco adequado àquele evento.

A dispersão dos presentes por aquele espaço tipo varandim, pouco acústico, não ajudou muito à compreensão de tudo o que foi dito. No entanto, os presentes tentaram seguir com especial atenção a dissertação do palestrante.

Houve espaço a perguntas e respostas e o evento durou pouco mais de meia hora.

No fim fomos agraciados com um Moscatel de Honra (Cortesia Rota de Vinhos da Península) e um saquinho de celofane com bolachas típicas da região. À saída houve ainda quem aproveitasse para comprar algumas garrafas de vinho e/ou de moscatel. Do programa constava que às 11:00H havia uma visita guiada à Adega da Quinta do Piloto, no sopé da Serra do Louro, em Palmela, que incluiria uma Prova de vinhos que, inexplicavelmente, não houve.

Recebidos à hora prevista pela anfitriã Rita Loução, percorremos então os pequenos espaços de depósito e guarda do Moscatel e do Vinho com uma explicação sumária dos processos de fabrico e maturação.  Visitámos ainda uma pequena sala onde encontramos quadros com as fotos do fundador Humberto da Silva Cardoso e de seus sucessores, nomeadamente uma pintura do neto Filipe Cardoso, o actual enólogo da casa, ouvindo ainda uma história sobre como tudo começou; mantendo-se hoje a quinta do Piloto como propriedade de família.

Concluído o programa da manhã, a seguir rumámos ao local de almoço, Algeruz, uma Quinta do primo do professor, local onde já várias vezes foi usado pelas turmas de Economia e que nos é disponibilizado para o efeito. Uns já o conhecem e para os outros é uma boa e agradável surpresa.

A gente da casa prepara os grelhadores e o lume. Os alunos levam os mantimentos e confeccionam as saladas. Outros vão compondo as mesas. Há pão queijo, azeitonas, vinho e a refeição inicia-se num ambiente muito saudável, com alguns constrangimentos de máscaras que se tiram e colocam. No fim até a loiça é lavada por alguns. Escusado será dizer que deste grupo há sempre os que trabalham em prol da turma e aqueles que se sentam à espera que a refeição lhes chegue à mesa…  Entretanto aqueles já se haviam disponibilizado também para comprar carnes, batatas, bebidas, pão, castanhas, pratos, copos, etc. para que nada falhasse. E não falhou.

Destaque ainda para aqueles que, por sua conta, nos presentearam com bolos e pasteis, nomeadamente, a nossa colega e sub-delegada Lúcia Peres.  (Obrigado a todos, digo eu).

Depois do almoço houve leitura, por alguns alunos, de poesia versando “o vinho” tratando-se este da temática da aula de hoje. Alguns outros alunos “botaram a palavra” e, por fim, o professor fez o seu habitual discurso onde incluiu um especial agradecimento aos donos da casa e também o apoio que lhe tem sido dado, assim como um agradecimento à presença de todos.

O fim dos trabalhos ocorreu por volta das cinco da tarde com as despedidas de todos num ambiente de muita satisfação porque tudo correra muito bem, na perfeição, quer no cumprimento de horários quer na postura de todos, o que se realça aqui com agrado.

O delegado de turma

Carlos Pereira

Professor Luís Lapa; alunos: Alda Ramalheira, Amélia Vila Verde, António Lara Cardoso, António Morais Mendes, Arlindo Vila Verde, Carlos Pereira, Célia Teixeira, Elsa Prazeres, Isabel Ventura, João Ventura, José Morais, José Monteiro, José Teixeira, José Vieira, José Romão, Lúcia Peres, Maria Clarisse Marques, Maria do Céu Labrincha, Maria Isabel Louzada, Maria Isabel Luz, Maria Joaquina Pereira, Maria José Bento, Maria Victória Miguel, Raul Coelho, Odete Vieira.

Visita ao Museu dos Faróis

Santa Neto é faroleiro “há mais de 20 anos”. O apelido diz mais sobre si, porque também o seu avô era faroleiro. “Sinto-me em casa”, explica ao receber-nos no Núcleo Museológico dos Faróis, em Paço D’ Arcos. Ele é um dos guias que faz as visitas gratuitas neste espaço.
No edifício de frente para o Tejo, situado na Direcção de Faróis, encontramos um espólio que conta a história dos faróis em Portugal.

Mal entramos numa das duas salas que compõem o museu, percebemos que todas as peças brilham como se fossem novas. “Estão restauradas” explica-nos o comandante Conceição Dias, oficial de relações públicas da Direcção de Faróis. Embora, hoje em dia, os vinte e oito faróis da costa portuguesa tenham sido modernizados, o sistema de assinalamento marítimo “continua a ter a mesma função que tinha”, indica o comandante Conceição Dias.
Esta luz que ilumina a costa portuguesa e que ajuda a guiar os homens do mar começou, contudo, com uma fogueira.

Logo na entrada do Núcleo Museológico, “começamos pelas primeiras luzes que existiram, que eram as fogueiras”, mostra-nos o faroleiro Santa Neto.
As fogueiras eram “normalmente acesas pelas esposas dos marinheiros quando eles se aventuravam no mar, para lhes indicar porto seguro. Este sistema de assinalamento marítimo durou vários séculos”, conta Santa Neto, que prossegue a visita organizada de forma cronológica. “Algumas embarcações ou navios, hoje, têm equipamentos tecnológicos como o GPS e necessitam menos dos faróis. Contudo, mesmo para esses, os faróis nunca falham. Constituem uma redundância para esses sistemas, que têm erros e que podem avariar”, nota o comandante Conceição Dias. Este Capitão de Fragata lembra, no entanto, que “existe uma comunidade muito grande e uma quantidade muito grande de pequenas embarcações que não têm esses sistemas de navegação e para quem os faróis continuam a ter a mesma função que tinham quando foram construídos”.

À medida que a visita avança, encontramos candeeiros de petróleo, usados para garantir a segurança dos homens do mar antes da energia eléctrica, e, mais à frente, várias ópticas. O faroleiro Santa Neto revela que “consoante o número de faces que cada aparelho óptico tinha, assim era a quantidade de relâmpagos que ele iria emitir”. A luz é uma espécie de “bilhete de identidade dos faróis”, diz Santa Neto, que, ao seu lado, tem uma das maiores ópticas expostas: “É uma ótica hiper-radiante e só existem cinco em todo o mundo.” Em Portugal, há uma ainda em funcionamento, no Farol de São Vicente, em Sagres.

“Devido à sua localização geográfica, o farol tem de ter um alcance luminoso suficientemente grande”, explica este neto de faroleiro, que mostra outra óptica com envergadura superior à da sua altura e que foi retirada do Farol das Berlengas em 1985.
A curiosidade em torno dos faróis portugueses é complementada na segunda sala deste núcleo museológico com um espaço dedicado às famílias dos faroleiros, às suas vivências e à vida dentro de um farol. Aqui, está também exposta a veia poética de alguns faroleiros, palavras em verso inscritas numa fotografia com o Farol do Bugio ao largo da barra do Tejo.

No exterior do Núcleo Museológico, está a ser restaurado o Farol de Sines que, em breve, poderá ser também visitado pelo público que entre nos muros da Direcção de Faróis.
Os 28 faróis nacionais receberam no último ano a visita de quase 74 mil pessoas. O mais procurado foi o da Ponta do Pargo, na Madeira. Os dados foram recentemente divulgados pela Autoridade Marítima, que tutela todo o sistema de assinalamento da costa nacional.

Texto e fotos de Glória Silva

MUSEU DOS FARÓIS - PAÇO D'ARCOS

Video da visita