Fábrica da Renova e Museu Ferroviário

...Para que todo aquele ambicioso programa tivesse sido concretizado, tivemos que nos deslocar até à região situada no eixo Torres Novas – Entroncamento, com início das actividades lectivas nas proximidades da primeira destas cidades na fábrica nº 2 da RENOVA, com uma pequena extensão à fábrica nº 1 e loja comercial, situadas junto à nascente do Rio Almonda e que constituem o que foi o complexo inicial daquele que é agora um bem modernizado empreendimento industrial que se encontra distribuído por várias unidades e países.

Neste nosso primeiro objectivo tivemos o privilégio de usufruir de uma pormenorizada visita a uma unidade industrial responsável pela produção de uma gama de bens que já se tornaram incontornavelmente indispensáveis nas nossas vidas: o papel utilizado na nossa higiene pessoal, nas nossas cozinhas e restaurantes e até para nos livrarmos das secreções nasais quando nos constipamos. E tudo isto inserido num processo que envolve de forma massiva uma grande dose de preocupações ambientais, com vista ao tratamento pleno dos efluentes que são devolvidos ao curso do Rio Almonda, e da utilização das lamas retidas no processo de decantação como biomassa na geração de energia para que em conjunto com a produção da central fotovoltaica se aproximem gradualmente da auto-suficiência energética.

Outra vertente que pudemos constatar foi o elevado nível de automação presente em todos os campos da força de trabalho necessária à movimentação de grandes e pequenas cargas, bem como aos processos de transformação, ao ponto de ser notório que o factor humano está cada vez mais restrito ao controlo do funcionamento da variada maquinaria, condução remota das plataformas e monta-cargas que procedem ao deslocamento das matérias-primas, produtos intermédios e produtos acabados para os fins a que são destinados (laboração e produção, armazenamento e expedição).

Depois do animado almoço, que decorreu já na cidade do Entroncamento, no restaurante O RETORNADO e que, sobretudo tocados pela inegável simpatia do anfitrião responsável pelo excelente serviço prestado nos deixou a todos a vontade de ali sermos retornados um dia, fomos dirigidos para o segundo dos objectivos nucleares daquela expedição: o MUSEU NACIONAL FERROVIÁRIO.  Ali tivemos a felicidade poder apreciar um vastíssimo acervo de materiais que fizeram a história da grande epopeia que foi o serviço prestado pelo transporte ferroviário ao longo dos quase 2 últimos séculos na ligação entre muitas localidades do nosso país, movimentando pessoas e mercadorias, sempre capitaneados e bem animados pelo sempre bem inspiradíssimo cicerone de nome JOÃO PAULO MARQUES, um exemplar acabado dos tempos em que os homens verdadeiramente “vestiam a camisola” e a ela dedicavam “amor incondicional” e que em momento algum soçobrou ao cansaço e à falta de inspiração, sempre orando como se fosse em simultâneo e em duas bandas, qual aparelhagem com efeito estereofónico, ora realçando com muita graça assuntos muito sérios, ora dando realce a factos muito hilariantes com o ar mais sério e circunspecto.

Em suma, bem podemos recordar este bem intensamente preenchido programa como uma aventura de que ninguém se queixou de ter ficado cansado, pelo que bem pode considerar-se que se passou de uma preocupação com a meteorologia a uma verdadeira terapia…

O Aluno Manuel Justo

Algumas fotos da visita